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A mostrar mensagens de agosto, 2026

E quando outras línguas são faladas numa regressão?

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  Como interpretar estes fenómenos? Quando, numa regressão hipnótica, alguém fala uma língua que afirma não conhecer Imagine-se uma situação durante uma regressão hipnótica: o cliente começa a produzir palavras, frases ou sons que parecem pertencer a uma língua que afirma nunca ter aprendido. Para um hipnoterapeuta, esta pode ser uma experiência particularmente fascinante — mas também uma situação que exige prudência. O primeiro princípio deverá ser simples: o fenómeno deve ser observado antes de ser interpretado. O facto de uma pessoa produzir algo que parece ser uma língua desconhecida não demonstra, por si só, a sua origem. Existem diferentes hipóteses explicativas, algumas de natureza psicológica e cognitiva, outras enquadráveis numa perspectiva espiritual. 1. Hipóteses psicológicas e cognitivas Criptomnésia A pessoa pode ter tido contacto anterior com aquela língua sem conservar uma memória consciente desse contacto. Palavras ou sons podem ter sido assimilados através de telev...

"O efeito da ausência do pai nas filhas: desejo paterno, ferida paterna" - Susan E. Schwartz

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  Uma filha que cresce sem o olhar do pai, sem o peso da sua aprovação, sem o calor da sua presença, não sente apenas a sua falta. Ela constrói um mundo interior inteiro em torno da forma da sua ausência. É com essa verdade que Susan E. Schwartz abre o livro — e, deixa-me dizer-te, quando a voz de Ann Sprinkle levou essas palavras aos meus ouvidos através do audiolivro, algo dentro de mim se abriu em profundidade. Este livro não é para os fracos de coração. É clínico, sim, enraizado na psicologia analítica junguiana, sim, mas por baixo de todo esse rigor intelectual está uma mulher que genuinamente se importa com o destino das filhas que cresceram à procura de um pai que estava ausente — ou pior, presente em corpo mas completamente ausente emocionalmente. Se alguma vez sentiste que estavas a perseguir algo que não sabias nomear — nas tuas relações, nas tuas ambições, na tua necessidade de ser vista, escolhida e validada — este livro vai dar nome a isso. E esse nomear, querido leito...

Burnout na Prática Clínica: Orientações Pedagógicas para Terapeutas

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(Baseado na supervisão Hypnos de agosto 2026 – Mário Rui Santos) 1. Clarificar o conceito O burnout não se limita ao contexto profissional. Embora a literatura clássica o associe ao trabalho, o conceito alargou-se: burnout parental, familiar, pessoal ou existencial. As pessoas chegam frequentemente com narrativas do tipo “tive um burnout”, “estive em pré-burnout” ou “fui diagnosticada com síndrome de burnout”. É importante distinguir burnout de depressão e ansiedade. Existe sobreposição e comorbilidade frequente, mas são entidades distintas. O burnout é excessivamente medicalizado quando é tratado apenas com ansiolíticos ou antidepressivos, sem se trabalhar a sua origem e os padrões de funcionamento que o sustentam. 2. Como se desenvolve O processo típico segue uma sequência: Fase prolongada de stress psicológico e sofrimento emocional que a pessoa tenta gerir. Ritmo acelerado e exigente mantido durante longo tempo. Sinais corporais e emocionais ignorados. Exaustão física e psicológica...

A Criança Interior na Caixa de Ferramentas do Hipnoterapeuta

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  Quando falamos de trauma infantil, pensamos frequentemente em acontecimentos extremos: abuso físico ou sexual, violência, abandono, perdas ou situações de grande perigo. Mas o trauma infantil pode assumir formas muito mais subtis. Pode estar na negligência emocional. Na rejeição. Na crítica constante. Na humilhação. Na comparação. Na ausência de afecto. Na imprevisibilidade emocional dos pais. Na necessidade de ser «o adulto» quando ainda se era criança. Na sensação de nunca ser suficientemente bom. Pode também estar naquilo que a criança precisava e não recebeu . Segurança. Protecção. Atenção. Validação. Disponibilidade emocional. Liberdade para sentir. Liberdade para errar. Permissão para ser simplesmente criança. E talvez por isso o trauma infantil nem sempre se apresente no consultório como uma memória clara de um acontecimento. Pode apresentar-se como ansiedade. Como necessidade de controlar tudo. Como medo de abandono. Como dificuldade em confiar. Como necessidade permanent...